nota liminar e algo sobre a canção versos poesia
(segue o www.poesia-pau.zip.net, aqui estamos no plano B. até segunda ordem)
uma aproximação à idéia de beleza: adequação ao objetivo. esta “adequação” ou funcionalidade comunicativa, para pound, dependeria do maior ou nenhum contato da poesia com a música. fazer, pois, um poema como se fosse para ser cantado solucionaria, a princípio, encrencas como: o uso de palavras demasiadas ou sem crédito funcional, que só obscurecem o significado. a melodia (estrofação e metro) trabalharia então como uma sorte de condão concentrador. controle do acaso. tudo para manter a nitidez, a precisão, a eficiência da linguagem. e, naturalmente, para acabar de uma vez por todas com o discurso nebuloso dos literatos trapaceiros, discurso forjado para ocultar o pensamento. pound fez crítica via música testando experimentalmente as palavras de guido cavalcanti e françois villon em composições musicais.
de moy povre je vueil parler: j’en fus batu comme a ru toiles tout nu ja ne le quier celer. double ballade.
à parte. sua pele-pala encardida. batida por lavadeiras contra o rio de pedra. acordado, aquele negro no porão do desacorde não quer mais o escondido.
Escrito por ronald augusto às 01h45
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